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Sr. Manoel Silvestre da Silva, tem 73 anos e desde os 04 mora em Batoque. Ele é agricultor e contador de histórias muito conhecido em todo o Ceará.

Ele nos conta que ainda sente vontade de trabalhar em seu roçado, mas infelizmente a saúde não deixa. Sua irmã Dona Marica foi a primeira professora de Batoque.

Diz que antes da chegada da energia elétrica, o lugar era bem mais bonito e animado do que atualmente. E que para se deslocar de um lugar para outro iam a pé, quem possuía animal ia montado e as vezes emprestavam uns aos outros. Diz que antigamente chegavam a andar duas léguas até Pindoretama, mas que agora depois da estrada de terra, ninguém mais anda a pé, todo mundo agora é doente e não tem mais coragem de caminhar.

Ele fica feliz ao lembrar das festas de antigamente iluminadas a luz de lamparina, diz que o melhor da festa era quando o vento apagava a lamparina e o povo ficava dançando no escuro.

Ele nos conta a história do Batatão, um menino que não foi batizado e se transformou em uma bola de fogo que ficava assustando o povo da comunidade.

Como bom contador de histórias, ele lembra do tempo de juventude onde ia tirar coco dos coqueiros e teve que subir em um coqueiro gigante.


O Rouxinou do Nordeste

José Emídio de Aquino, mais conhecido como “ O Rouxinol do Nordeste”, músico responsável por animar as festas de Batoque.

Sr. Emídio nos fala que gosta de compor fora de casa. Ele nos conta como surgiu um dos seus maiores sucessos “As belezas do nosso lugar”, um amigo pediu para que ele fizesse uma música em homenagem ao lugar onde mora. Nessa música ele retrata as belezas da natureza e das lindas paisagens da comunidade do Batoque.

 A partir dessa composição o sucesso não parou mais. O Rouxinol do Nordeste possuí um CD e um DVD gravado e já participou de alguns programas de auditório em Fortaleza. Atualmente existem várias postagens dele no You Tube. Ele nos conta que faz de tudo para retribuir o carinho dos fãs, que tem obrigação de retribuir, pois se ganhou reconhecimento em todo Ceará, foi por conta de todos que apoiam seu trabalho.

Na comunidade do Batoque existem várias manifestações culturais, uma delas é a regata infantil que acontece anualmente na Lagoa da Odete. Esta regata foi idealizada pelo pescador Sebastião da Silva, um nativo da comunidade.

 A ideia de realizar a regata aconteceu quando Sebastião fez uma viagem a Canoa Quebrada e viu algumas crianças fazendo uma corrida de jangadas. Quando Sebastião voltou para o Batoque, viu as crianças brincando com barquinhos na Lagoa da Odete, nesse momento nasceu o desejo de realizar a regata.

 Na primeira edição da regata infantil, Sebastião bancou desde o lanche distribuído as crianças até a premiação. Na primeira vez que a regata foi realizada tudo foi muito simples, mas com o passar dos anos a regata ganhou patrocinadores de todos os lugares e agora tornou-se uma tradição da comunidade.

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Curandeira

CURANDEIRA

“Minha querida rezadeira

cura de toda maneira

tem gente que pensa

que é brincadeira ajudar

tanta pessoas até parecer

besteira mas ela é a curandeira

cura de todas as doenças

para ajudar de todas

as maneiras a nossa

rezadeira”

Cristiano Anselmo

Aluno da Oficina Patrimônio para Todos

realizada na comunidade de Batoque em Aquiraz – Ce

Sr. Dantas é um dos responsáveis pela Igreja Adventista da Comunidade do Batoque. Ele nos conta que a Igreja surgiu a sete anos e os cultos são celebrados semanalmente, quatro dias por semana.

 A Igreja tem uma estrutura muito confortável e durante as celebrações são utilizados alguns equipamentos tecnológicos como por exemplo um laptop e um projetor.

A religião Adventista não possuí normas de vestimentas e além da comunidade do Batoque também tem como membros frequentadores pessoas das localidades da Caponga, Balbino, Cascavel, Beberibe, Sucatinga, e Juazeiro do Norte.

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